Portuguesa é pregada na cruz para pagar todos os pecados do ridículo Campeonato Brasileiro

PortuguesaBode expiatório? Pra servir de exemplo que a lei deve ser cumprida e nenhum clube pensar em escalar jogador em situação irregular, foi assim ao pé da letra de maneira fria e sem analisar qualquer aspecto mais humano do processo por decisão unânime a Portuguesa pelo seu ato infrator foi condenada a perda de 4 pontos na competição fazendo com que a simpática agremiação do Canindé dispute a segunda divisão em 2014.

Pagará caro? Com certeza pagará, forma fria como os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva viu este caso pode nos fazer refletir se o “direito” é de fato uma ciência exata ou humana? Neste caso pode-se dizer que ela foi exata, mas, historicamente a justiça, isto é, direito sempre foi uma ciência humana.

Se direito não fosse uma ciência humana, certamente não precisaríamos de advogados e nem juízes, as leis não seriam interpretadas, pois seguiriam o rigor do que está escrito no papel bastaria qualquer pessoa ler para poder entender e fazer o julgamento do certo ou do errado, puro e simples assim.

A justiça é mesmo humana, advogados estão ai para defender até mesmo quem parece em teoria não ter salvação, potencial culpado pode ser absolvido se os “argumentos” forem convincentes, se as brechas dos códigos penais existentes derem margens para interpretação é assim na justiça comum é assim ou pelo menos deveria ser assim na justiça esportiva, pois, no caso Portuguesa o próprio código da margem para interpretação inclusive a jurisprudência deveria ser favorável a Portuguesa.

Mamãe é de morteNo clássico filme “Mamãe é de morte” de John Waters a dona de casa americana serial killer da pior espécie (Beverly Stuphin) “matou friamente” seis pessoas das formas mais cruéis possíveis, deixando rastros dos crimes e testemunhas, mas, a melhor parte deste filme é o julgamento já que a megera é uma mulher extremamente culta e tem uma lucidez invejada, o resultado disso apesar da pericia e de provas técnicas incontestáveis, isso tudo é ignorado por que ela dispensa o advogado e começa a se defender sozinha, a partir daí ela começa a desqualificar inteligentemente as testemunhas (assista se você não sabe do que eu to falando) e com essa estratégia a megera que seria condenada certamente acaba sendo absolvida em júri popular estando livre de todas as acusações, prova de que a justiça é humana.

Em tempos de Bom Senso FC e o já desmoralizado Campeonato Brasileiro o STJD escolheu adotar a cartilha da lei a risca mesmo sabendo que para o Flamengo a perda de 4 pontos nada significa, mas, para a pequena Portuguesa é o castigo mais doloroso possível se valendo da moralidade de que apenas cumpriu a lei, desculpe pura hipocrisia de todos aqueles que dirigem e trabalham no tribunal por que tudo seria lindo e maravilhoso se a lei valesse para todos e sempre, mas, Cruzeiro entrou com jogador irregular e apenas levou multa, o próprio Fluminense em campeonato passado teve problemas com irregularidade de atleta, mas, o mesmo procurador disse na época que não se discutiria no tribunal o titulo limpo do Fluminense, então me poupe de tanta hipocrisia Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Levando-se em conta tudo que escrevi acima e a duvida da isonomia do tribunal desportivo só me resta dizer que a Portuguesa foi a vitima, presa fácil para ser pregada na cruz e servir de bode expiatório tão cheio de culpa para tentar e evidentemente não vai conseguir honrar o futebol brasileiro e da forma como foi nem adianta me dizer que a defesa do clube paulista foi pífia ou como o procurador disse “pouco crível” é de se pensar que poderia ter o melhor advogado do mundo com os argumentos mais aterrorizadoramente convincentes que o resultado seria o mesmo, ou seja, o rebaixamento do clube mais fraco politicamente e a permanência do mais forte.

Além disso, o STJD perdeu a grande chance de fazer “justiça” aliada ao bom senso se era imprescindível punir o infrator teria sido melhor usar o artigo da FIFA que abre brecha para que o cumprimento da pena possa ocorrer no próximo campeonato – deste modo se faria a verdadeira justiça fazendo com que o infrator pagasse com negativo 4 pontos no próximo campeonato pela escalação irregular ao mesmo tempo em que não mexeria com os resultados em campo, no mínimo seria mais sábio, mas, agora eles compram um problema maior com os torcedores que são só o cliente final da modalidade futebol.

Nenhum torcedor exceto do Fluminense irá reconhecer que o clube pertence à primeira divisão e nem mesmo a própria Portuguesa, será a Série A mais vergonhosa a ser disputada pelo Fluminense e um preço tão caro que teria sido bem mais digno disputar a segunda divisão ao invés de tolamente comemorar o resultado nos tribunais esquecendo-se de que foram incompetentes para estarem onde estão assim me pergunto se vale a pena a manutenção na primeira divisão sem moral para acessá-la? Vai sofrer pior do que se aceitasse o rebaixamento, isto é certo.

Eles não disfarçaram ao menos e no fim a “camisa realmente pesou”, uma violenta perda para o futebol brasileiro as vésperas de copa do mundo, dentro da lei exata do STJD os auditores preferiram trocar o apelo moral e impôs a Portuguesa uma pena severa demais e com isso resgatou e ao mesmo tempo desmoralizou ainda mais o futebol brasileiro com a manutenção do Fluminense a Série A do Campeonato Brasileiro, parabéns não e sim os meus pêsames, o produto futebol para mim acabou graças ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

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Sobre Thiago

Thiago Pereira de Brito (29) Jaraguá – São Paulo – SP é um cidadão que já teve de logo cedo lutar para viver, nascido no hospital Cruz Azul estava tentando ganhar peso suficiente já que nasceu fraco, mas infelizmente o excesso de oxigenação queimou o globo ocular de sua visão direita e o deixou sem entrada de luz e também afetou consideravelmente o olho esquerdo do qual enxerga estimados trinta por cento. O primeiro grande desafio do Thiago venho na infância a escolha de uma escola normal ou especial não parecia uma decisão muito fácil, mas, Thiago escolheu de bate pronto o que queria enfrentar e durante boa parte de sua vida enfrentou dificuldades sendo que a maior delas foi a sua própria alfabetização. Hoje Thiago trabalha como analista de suporte à redes por uma grande empresa, formado em ciência da computação tem uma história vencedora que você pode conhecer neste site acessando a seção História de Thiago.
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