Metroviários de SP: Rabinho no meio das pernas ou uma pequena trégua para entrar na guerra no dia derradeiro?

greve metroviários SPComo todos sabem o nosso “metrozinho” ruim com ele, pior sem ele voltou a seu “pleno funcionamento” na manhã de hoje, 10 de junho de 2014 depois de cinco dias funcionando parcialmente, mas se o sindicato não conseguiu os tais 12% em seus reajustes seria este o indicio de que forem derrotados da greve e voltaram com o rabo no meio das pernas ou seria uma trégua para enfrentar o governo como disse o presidente do sindicato no dia derradeiro, ou seja, no dia 12 de junho quando a abertura da copa se inicia.

Mesmo sem admitir e ainda sob estado de greve acredito que o governo paulista saiu vencedor e fortalecido nessa greve principalmente por que no ultimo domingo (8) foi julgada a greve como abusiva e ilegal e assim a multa por dia não trabalhado passou de 100 para 500 mil e ainda a categoria viu ao menos 42 funcionários serem demitidos e o secretário dos transportes metropolitanos ainda disse que pode haver mais demissões.

A categoria começou pedindo absurdos 35% reduziu sua pedida para 16% até chegar nos atuais 12% e agora que o chicote estralou para o lado deles aceitam “acatar o valor fixado na justiça em 8,7%” o mesmo oferecido pelo metrô em sua ultima proposta.

Parece que o sindicato estremeceu com as demissões mesmo com um suposto triunfo na manga de ter o evento de abertura da Copa do Mundo o fato da justiça ter declarado a greve abusiva começou os problemas para o sindicato e teve o seu ponto máximo com as demissões.

O que eu não consigo entender é por que quando existe um problema como esse o governo não aceita a proposta das catracas livres como propõe o sindicato até eles disseram que poderia descontar dos vencimentos deles, o governo não quer negociar com a categoria e também não quer ter prejuízo e prefere deixar a população sem serviço.

Metroviários é uma raça de covardes que se aproveita do fato de o Metrô ser um serviço essencial para tentar pressionar o governo e ser um sindicato “aparentemente forte” e apostou que o governo Alckmin não iria enfrentá-los em função de ter uma Copa do Mundo se aproximando, no entanto, a desgraça do sindicato foi que não conseguiu fazer o Metrô da capital parar de funcionar totalmente ou seja um movimento grevista só é realmente forte quando 100% aderem a causa e não apenas uma parcela mesmo que essa parcela seja acima de 70% havia funcionários suficientes para ao menos operar o sistema parcialmente.

É obvio que a greve é abusiva e ainda mais em um momento como esse, penso que pela primeira vez o “picolé de chuchu” como é carinhosamente chamado o governador Geraldo Alckmin (PSDB) fez uma manobra ousada em um momento totalmente desfavorável, porém acertado engrossou contra os grevistas se nem mesmo na época do MPL que tentou e conseguiu derrubar as tarifas de ônibus ele quis recuar imagine agora.

Não é preciso ser um gênio para entender que os metroviários são oportunistas declarados e que São Paulo não pode ficar refém deles existe um temor de que se o governo ceder pode abrir um precedente para que eles façam o que quiser e a grande SP fique de joelhos e tão óbvio que a bomba iria estourar na Copa isso é evidente.

Talvez essa seja a hora de Alckmin dar uma resposta contundente as greves dessa natureza que prejudique a população, assim será interessante mensurar até que ponto o tal sindicato tem mesmo poder de fogo para enfrentar o governo, creio que eles já perderam, sentiram o “baque” das demissões e da greve considerada ilegal pela justiça e até hoje trabalha para não pagar as multas das greves anteriores já que como desobedeceram a ordem da justiça de manter 100% da frota nos horários de pico e 70% nos demais afrontou a justiça e esse dinheiro ainda não foi para o coitado do hospital do câncer que era o seu destino.

Concordo que se o sistema funciona parcialmente o direito a greve fica enfraquecida por isso sou a favor da catraca livre quando serviços como o metrô estão em estado de greve e não a sua completa paralisação, entendo que mesmo que o sindicato pare as atividades do metrô na próxima quinta-feira (12) caso o governo não reconsidere as demissões dos 42 funcionários o fato do sindicato mudar o foco para salvar esses funcionários mostra que sentiram o golpe e que sua categoria na verdade não é forte e sim uma categoria que por ser um serviço essencial para a população usa da força do caos que provoca as greves para pressionar o governo, mas dessa vez Alckmin foi muito feliz e inteligente e arriscou o pescoço para não ceder a pressão e usou a lei ao seu lado para virar o jogo contra o sindicato, em fim uma jogada de mestre e como se isso não bastasse parece que a população não vê com bons olhos essa greve e comemora as demissões dos metroviários.

É difícil afirmar se o governo vai reconsiderar as demissões que pelo visto é a pauta em discussão agora já que o sindicato apenas suspendeu a greve, mas ainda estão em estado de greve dando indícios de que fará de tudo para que seus associados voltem a serem admitidos será uma briga de braço interessante de acompanhar e veremos qual que tem mais força se será o sindicato ou o governo paulista.

Os prós e contras na batalha entre governo e sindicato

A favor do governo: A favor do governo está a justiça que declarou a greve ilegal e abusiva e com isso pode demitir qualquer metroviário que permanecer em greve.

Contra o governo: O sindicato poderia ter poder para convencer os “não grevistas” a aderirem o movimento e assim parar 100% as atividades em pleno dia de abertura da Copa do Mundo em São Paulo e isso seria uma ameaça duríssima ao governo.

A favor dos metroviários: O evento da Copa do Mundo é a oportunidade perfeita para pressionar o governo por melhores condições de trabalho e vários movimentos paralelos prometem prestar sua solidariedade aos metroviários, além disso, uma ameaça de paralisação do metrô do Rio de Janeiro pode ajudar os metroviários de SP.

Contra os metroviários: A principal é o fato da greve ter sido decretada ilegal e a multa de 500 mil por dia de greve além de não ter o apoio da população mesmo o MPL apoiando os metroviários não conseguiu reunir pessoas como fez quando derrubou as tarifas do transporte.

Uma ameaça chama metrô do Rio

Os metroviários do RJ ameaçam entrar em greve na próxima quinta-feira, curiosamente eles tem assembleia marcada para o mesmo dia e horário que os metroviários de SP e pelo visto as condições de trabalho no Rio é pior que as de SP e isso cheira a caos e desgraça.

Conclusão

Quer pagar para ver? Aos quarenta e cinco do segundo tempo pode sair o gol e não é apenas os metroviários que estão em “guerra” outras categorias usam o evento da Copa do Mundo como trampolim oportunista para lutar pelas suas causas e pressionar o governo de todas as esferas e sabemos que isso repercutirá diretamente no dia 12 que é o dia derradeiro, por tanto tudo que se viu até aqui era apenas um pequeno ensaio do que de fato esta por vir e apesar de achar que no caso do governo de São Paulo até certo ponto Alckmin acertou é meio complicado neste momento pagar para ver embora a impressão que fica é que os metroviários de São Paulo perderam a batalha a Fênix pode renascer das cinzas e se vários movimentos prometerem parar as atividades como é o caso do metrô do Rio e a policia federal também e inclusive o metrô do Rio o que a justiça que os metroviários sempre deram de ombros vai poder fazer, traduzindo em miúdos se cuida governador.

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Sobre Thiago

Thiago Pereira de Brito (29) Jaraguá – São Paulo – SP é um cidadão que já teve de logo cedo lutar para viver, nascido no hospital Cruz Azul estava tentando ganhar peso suficiente já que nasceu fraco, mas infelizmente o excesso de oxigenação queimou o globo ocular de sua visão direita e o deixou sem entrada de luz e também afetou consideravelmente o olho esquerdo do qual enxerga estimados trinta por cento. O primeiro grande desafio do Thiago venho na infância a escolha de uma escola normal ou especial não parecia uma decisão muito fácil, mas, Thiago escolheu de bate pronto o que queria enfrentar e durante boa parte de sua vida enfrentou dificuldades sendo que a maior delas foi a sua própria alfabetização. Hoje Thiago trabalha como analista de suporte à redes por uma grande empresa, formado em ciência da computação tem uma história vencedora que você pode conhecer neste site acessando a seção História de Thiago.
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Uma resposta para Metroviários de SP: Rabinho no meio das pernas ou uma pequena trégua para entrar na guerra no dia derradeiro?

  1. luiz disse:

    ótima Reflexão ! Parabéns ! Não Sou a Favor nem do Governo e muito menos dos Metroviários !
    Acredito que Falto Bom Senso Pelas Duas Partes que só prejudicou a população !

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